Este blog é destinado ao compartilhamento de textos com temáticas da psicologia.
quinta-feira, 25 de março de 2021
A SAÚDE MENTAL DURANTE O ISOLAMENTO SOCIAL: PANDEMIA DE COVID-19 (CORONAVÍRUS) EM 2020
DIGA AOS LOBOS QUE ESTOU EM CASA: June como exemplo de Tendência Atualizante
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Resumo expandido publicado no anais do VIII Congresso de Pesquisa e Extensão da FSG e VI Salão de Extensão de 2020. O presente trabalho foi apresentado em 29 de Setembro de 2020, diante de uma plateia virtual (este vídeo é anterior a apresentação formal).
Clique AQUI para ler o trabalho na íntegra!!!
“A vida é um permanente convite para que realizemos o melhor possível aquilo que tivermos possibilidade e oportunidade para realizar”
(POMPEIA, SAPIENZA; 2004, P. 81).
quarta-feira, 10 de março de 2021
GESTALT
INTRODUÇÃO
Este trabalho tem como
finalidade o conhecimento da história da escola Gestalt e seus influenciadores,
tal como suas histórias. Para entender e desenvolver de melhor forma o assunto
do trabalho, foi escolhido a pesquisa bibliográfica, pois, segundo Gil (1996,
p.48), “a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já
elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos”. Marconi
e Lakatos endossam a importância deste tipo de pesquisa afirmando que,
Sua finalidade é colocar o
pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre
determinado assunto, inclusive conferências seguidas de debates que tenham sido
transcritos por alguma forma, quer publicadas, quer gravadas (MARCONI; LAKATOS,
2008, p.57).
A escola da Gestalt é baseada nos pressupostos
experimentais, com foco nas questões psicológicas. As principais contribuições
desse movimento foram nas áreas de dinâmica de grupos, motivação, condutas de
exploração, inteligência e de alguns processos psicológicos básicos. Nesse
contexto, há a oposição da subjetividade, centrando-se nos aspectos
fisiológicos do sistema nervoso, bem como buscando responder temas relacionados
à percepção. Apesar de Christian Von Ehrenfls ser considerado o precursor dessa
escola, outros autores se destacaram. São eles: Max Wertheimer, Wolfgang Kohler
e Kurt Koffka (Filho, 2009).
A palavra Gestalt, pode ser conceituada como a
percepção absorvida em totalidade por um indivíduo, mais do que como uma
justaposição das partes e ainda o todo excedendo sobre a soma destas partes. A
Gestalt visa estudar como a mente organiza sensações e percepções. Poderemos
perceber durante o proposto que os quatro estudiosos que se dedicaram a esta
escola trazem diversas percepções sobre a Gestalt, sendo que todas elas se
resumem à forma como vemos um todo, não é o resultado de um processo de simples
soma das partes que o compõem, mas a totalidade fechada destas partes.
QUADRO
TEÓRICO
Pode-se destacar quatro teóricos como principais
influencias da Gestalt. Christian von Ehrenfls, da escola de Graz na Áustria; Max
Wertheimer, Wolfgang Kohler e Kurt Koffka, da escola de Berlim. Segundo Bock
(2004), enquanto a escola de Graz, na Áustria desenvolvia uma psicofísica com
estudos sobre as sensações de espaço-forma e tempo-forma, podendo ser
considerada como a mais direta antecedência da Psicologia da Gestalt. Os
teóricos na escola de Berlim, baseados nos estudos psicofísicos que
relacionaram a forma e sua percepção, construíram as bases de uma teoria
eminentemente psicológica. Eles iniciaram seus estudos pela percepção e
sensação do movimento. Buscavam compreender quais os processos psicológicos
envolvidos na ilusão de ótica, quando o estímulo físico é percebido pelo
sujeito com uma forma diferente do que ele é na realidade.
Christian Von Ehrenfls, nasceu no ano 1859 em Rodaun, perto
de Viena, cursou filosofia, foi um jovem palestrante e professor onde escreveu sua
tese sobre “sentimento e verdade” formando assim sua base psicológica para suas
posteriores teorias (Rollinger 2008). Ehrenfels lecionou até sua aposentadoria na
Universidade de Praga, sendo um pensador independente que desejava reconstruir
a ética sexual, para ele fazia sentido a poligamia para homens com posições
elevadas, acreditava que assim poderia aumentar-se a população com qualidades
nobres, mas contrariava quem era à favor da “pureza racial” sendo à favor de
raças mistas. As suas tentativas a ética sexual foram invalidadas, com isso foi
perdendo o interesse e se preocupando mais com criar uma nova religião, onde
deveria ser sensata e de modo lógico, mítico ou científico, foi quando ele
expandiu sua carreira com qualidades gestálticas
(Zimmer em Albertazzi et al. 2001).
As contribuições mais lembrada de Ehrenfels para a filosofia
e a psicologia é a ideia Gestalt, começou os estudos que permearam na escola de
Brentano, mas suas observações não se fundavam pois eram pouco claras, não conseguiu
construir sua escola própria, embora tenha sido o primeiro professor de Max
Wertheim. (Rollinger 2008). Aos meados de 1873, Ehrenfels, oferecia uma visão geral
da Gestalt e os minuciosos detalhes foram deixados para as escolas de Graz e
Berlim da Gestalt,criada pelos então alunos Max Wertheimer, Kurt Koffka
e Wolfgang Köhler e Meinong (Zimmer em Albertazzi et al. 2001).
Um dos grandes
colaboradores da teoria da Gestalt, sendo colega de Köhler e Kofka, e também
considerado o fundador da Psicologia da Gestalt, foi Max Wertheimer (1880 – 1943).
As pessoas que o conheceram, descrevem-no como um homem extremamente dedicado
em encontrar a verdade, um visionário, muito responsável frente aos seus
estudos, além de se esforçar grandemente para fazer justiça diante das
diferentes situações. Ademais, foi o primeiro a estudar, de forma sistemática,
o movimento aparente ou ideal de um objeto, bem como de discuti-lo junto às
questões da Gestalt (King &Wertheimer, 2009). Em suma, teve uma importante
contribuição para a área da percepção visual, bem como foi pioneiro em estudos
a respeito da organização da figura (figural) e no movimento percebido
(Spillmann, 2012).
Em função de haver uma
prevalência, no tempo em que Wertheimer realizou seus estudos, do behaviorismo
radial e, também, do introspeccionismo, pode-se afirmar que a abordagem desse
autor é considerada mais influente na psicologia cognitiva atual. Além disso,
por mais que se mostrem necessárias mais pesquisas na área da percepção do
movimento, os experimentos e as “teorizações biopsicológicas” concretizadas por
Wertheimer, ainda são extremamente relevantes no contexto da investigação no
campo psicológico (Sarris, 1989).
Nascido no ano de 1887,
Wolfgang Köhler especializou-se em Filosofia, assim como os outros psicólogos
experimentais alemães. Na época não era possível a formação na disciplina
especifica, portanto foi nas bases filosóficas que nasceu a nova psicologia
(Peres, 2014). No ano de 1913, Köhler consegue o posto de Diretor da estação de
pesquisa da Fundação da Academia Prussiana, onde pôde realizar suas pesquisas
sobre a inteligência de chimpanzés. Ele repetiu os moldes do experimento de
Thorndike, o alvo do estudo era a obtenção de alimento. No primeiro momento da prática o filósofo
deixava a comida perto do sujeito, e no segundo momento a afastava. A ideia era
que o animal pudesse ver, mas não conseguisse alcançar seguindo o antigo
caminho, dessa forma, um novo caminho seria a solução. Dentre as várias formas
de solução, a mais notável era a que o chipanzé procurava inúmeras respostas e o
desfecho chegava inesperadamente. Essa solução momentânea ganhou o nome de
insight e uma definição, que é o “aparecimento de uma solução completa com
relação à estrutura do campo” (Engelmann, 2002).
Por ter um posicionamento
contrário ao do nazismo Köhler precisou mudar-se para os Estados Unidos,
juntamente com Wertheimer. O filósofo conquistou um cargo no Swarthmore College,
local onde trabalhou e realizou suas pesquisas até mesmo depois de estar
aposentado (Engelmann, 2002). Também nos
Estados Unidos, no ano de 1947, Wolfgang publicou uma das mais importantes
obras de introdução a Gestalt, chamada Psicologia da Gestalt (Peres, 2014).
Em seus 80 anos de vida,
Wolfgang Köhler realizou muitas construções teóricas e deixou muitas
contribuições para a Psicologia. Entre elas o resultado de pesquisas sobre
processos como a força da Gestalt, o insight, o sistema físico, dimensões da
mente, entre outros (Engelmann, 2002).
Kurt Koffka (1886-1943) nasceu em Berlim, Psicólogo,
foi um dos fundadores da Gestalt. Serviu como sujeito dos experimentos
perceptivos de Max Wertheimer.
Em 1921, publicou um livro que tratava dos princípios da Gestalt. Nos Estados
Unidos foi nomeado professor de psicologia, e em 1935 publicou o livro Princípios
da Psicologia da Gestalt (Jacó-Vilela et. al., 2014).
As pesquisas da Gestalt,
voltadas às questões psicofisiológicas, buscavam compreender como o cérebro
percebia o todo, além da simples visão da retina. Dentro dessa perspectiva,“[...]
todo processo consciente, toda forma psicologicamente percebida está
estreitamente relacionada às forças integradoras do processo fisiológico
cerebral” (Filho, 2009, p. 19). Nesse
aspecto, a percepção está ligada diretamente ao processo de excitação cerebral,
que acontece de forma global, das relações, não mais individualizada,
fragmentada. Há uma interdependência entre as partes, estão conectadas e se
relacionam mutuamente (Filho, 2009).
Segundo Engelmann (2002) e Myers (2006), Gestalt é
um substantivo alemão que não tem uma tradução exata e pode significar forma ou
totalidade, que possui entre seus vários atributos a forma. Gestalt pode também
ser considerada como “... fenômenos psicológicos com totalidades organizadoras,
indivisíveis, articuladas, isto é, como configurações” (Houaiss, Villar e
Franco, 2001, p. 1449.). A palavra Gestalt, no alemão tem dois significados,
além de ser entendida como forma ou feitio, é uma unidade concreta (Jacó-Vilela
et. al., 2014). De acordo com Engelmann (2002), pode também ser conceituada
como a percepção absorvida como uma totalidade pelo indivíduo, mais do que como
uma justaposição das partes. Segundo Myers (2006) na Gestalt, o todo pode
exceder a soma das partes. A Gestalt estuda como a mente organiza sensações e
percepções. Bock (2004) comenta que uma formulação bastante conhecida da
Gestalt é a de que o todo é diferente da soma das partes. Ou seja, a percepção que temos de um todo não é o
resultado de um processo de simples adição das partes que o compõem.
Conforme Richard (1994), Gestalt também é conhecida
como psicologia da forma. Caracteriza-se pela unidade da percepção, na medida
em que os teóricos relacionam que uma visão unificada do todo não pode ser
produto de associações cerebrais, mas age simultaneamente, no momento da
percepção, sendo esta unidade perceptiva um ato psicológico. Para Engelmann
(2002), as Gestalten, ou formas, percebidas primeiramente podem ser decompostas
em partes. Mas as partes são
sempre partes da Gestalt formadora. É mais correto expor que a Gestalt é
anterior a existência das partes, que expressar o todo é mais que a soma dos
elementos.
Segundo Richard (1998),
o conceito de Gestalt está na forma, o que permite compreender a existência de
uma globalidade na percepção, unificando os conteúdos percebidos. Trata-se de
uma totalidade organizadora independente do que é percebido. A Gestalt supõem
que qualquer ato psíquico é estabelecido pelo próprio sujeito, reestabelecendo
a consciência dos fenômenos psicológicos. Na Gestalt o todo é considerado mais
do que a simples reunião de seus elementos, Engelmann (2002) expõem que
Aristóteles, no século IV (A.C.) já falava de propriedades como regularidade,
simetria e simplicidade. Nos estudos da Gestalt são citados três fatores que
compõem uma Gestalt: a proximidade, a semelhança e o fechamento (Engelmann,
2002).
Bock (2004) expõe que
as leis de organização da Gestalt são: (1) Proximidade, explicando que
elementos mais próximos são agrupados; (2) Semelhança, explicando que elementos
semelhantes são agrupados; e (3) Fechamento, que acontece porque ocorre uma
tendência a completar elementos faltantes da figura para garantir sua
compreensão. A partir dos fenômenos de fechamento,
simetria e regularidade da percepção, a Gestalt procura explicar como se
compreende aquilo que é percebido. Se
os elementos percebidos não apresentam equilíbrio, simetria, estabilidade, simplicidade e regularidade,
não será possível alcançar a boa-forma, ou seja, uma boa percepção da unidade.
Este conceito é utilizado também na pedagogia (Bock, 2004).
Para Jacó-Vilela (2014),
a primeira tarefa perceptiva é perceber qualquer objeto ou figura como distinto
de seus arredores (fundo). Por exemplo, enquanto faz-se uma leitura, as
palavras são a figura, e o papel branco, o fundo. De acordo com Richard (1998),
ao se observar uma imagem, o fundo é produto de associações que provem de uma
organização cerebral que conecta os elementos ao unificado, já a forma é
própria da atividade do sujeito que percebe, de onde se dá a condição primeira
para a percepção, que organiza o fundo. A origem da forma provem da consciência
do sujeito que percebe. Entretanto, Gestalt é uma teoria da percepção que
articula com a consciência do individuo. Portanto a percepção não se trata de
um fenômeno puramente fisiológico, pois distingue no campo perceptivo a
presença de uma organização, a figura, e os elementos estruturantes que compõe
o todo, o fundo. Jacó-Vilela (2014) explica que a organização interna da figura
é explicada com a relação parte/todo ou figura/fundo. Uma parte se define pela
função desempenhada na estrutura na qual está inserida. A parte é
significativa, atributo que é essencial, inerente a figura.
Piajet (1958), expõe a
idéia central da teoria da forma e afirma
que os sistemas mentais jamais se constituem pela síntese ou pela associação de
elementos, dados em estado isolado, antes de sua reunião, mas consistem sempre
em totalidades organizadas, desde o início, sob uma forma ou estrutura de conjunto. Assim, uma percepção não é mais
síntese das sensações prévias: ela é regida em todos os níveis por um campo, cujos elementos são
interdependentes pelo mesmo fato de serem percebidos em conjunto. Ainda sobre
Piajet (1958), coloca que as estruturas intelectuais preexistentes desde o
primeiro momento na Gestalt, sob a forma de organizações comuns à percepção e
ao pensamento. Essa teoria descreve as leis da estruturação do conjunto que
regem tanto a percepção, como o próprio raciocínio. De acordo com Benson (2012),
na Gestalt a aprendizagem é dada por insight, no processo de fracasso, pausa,
percepção, insight e tentativa. Insight é o termo designa uma compreensão
imediata e súbita (Bock, 2004).
Para a Gestalt as
sensações são dados base de qualquer experiência, incluindo do conhecimento,
que nunca seria puramente intelectual. A psicologia da forma classifica sensações
como elementos psíquicos que contem formas (gestalts) temporais e espaciais. Na
Gestalt há dois tipos distintos de fenômenos, os primários, que dizem respeito
a sensações e a percepções no momento imediato, e os fenômenos secundários, que
se referem as imagens e aos conceitos presentes na memória e na reflexão
capazes de traduzir a simbolização (Richard, 1994).
Jacó-Vilela (2014)
coloca que a sensação estudada na escola de Graz, é ao mesmo tempo física,
psicológica e fisiológica. Na escola de Berlim, a Gestalt iniciou com os
estudos da percepção do movimento, aonde a percepção é inerente ao percebido,
sem nenhuma atividade intelectual para reconhecer. Percepção e sensação, em
algum momento se misturam e se confundem.
Curvello e Ferreira
(2014), trazem que a Gestalt defende que a percepção não poderia ser reduzida a
um simples agregado e elementos sensoriais. As partes são sempre dependentes do
todo. Os gestaltistas defendiam que o todo seria anterior à existência das
partes: as partes seriam sempre parte de uma Gestalt formadora. (Piajet, 1958).
Os teóricos da Gestalt não aceitavam a idéia de analisar a mente a partir de
diferentes elementos, porque quando olhamos para o mundo, a nossa percepção
contempla os objetos na sua totalidade.
Jacó-Vilela (2014), define
a tarefa da psicologia como de dar conta da percepção como é vivenciada por
cada um de nós. É no campo da experiência daquilo que percebemos, tal como
percebemos, que nos comportamos, agimos e emocionamos. As experiências
perceptivas são marcadas por relações de sentido e de valor. Koffka (1975) apud
Jacó-Vilela (2014), expressa que cabe a psicologia apontar o caminho aonde a
ciência e a vida vão se encontrar.
Levando as pesquisas da
Gestalt para a prática psicológica utilizando-se de seus princípios e leis
perceptivas, Stratton e Hayes (1994), dissertam que a Gestalt trabalha em
preferência ao aqui e agora, não com o passado. Sua pretensão é promover o
aumento da consciência do sujeito em relação ao modo como os processos
psicológicos estão integrados. A ênfase está na compreensão da pessoa como um
todo. Myers (2002) expressa que no
universo o importante são os todos, que podem constituir as suas próprias
partes.
Outra
consideração relevante é a respeito das Leis da Gestalt, que fundamentam
cientificamente a percepção visual, além de permitirem a interpretação sensível
das formas da matéria. Essas leis são divididas em:
· Unidades, representada pela junção
dos elementos ou apenas por um elemento, que formam um todo;
· Segregação, descrita pela aptidão
que o nosso cérebro tem de perceber, identificar, separar e destacar dados após
analisar uma estrutura. Definindo hierarquias e servindo de diferenciador das
partes da estrutura/unidade, de acordo com os componentes desse elemento
visual, podendo assim ter mais relevância ou se diferenciando dos outros
elementos da mesma estrutura.
· Unificação, reconhecida pela
harmonia dos estímulos visuais transmitido pelos elementos visuais que
constituem a estrutura, quanto maior a estabilidade dos elementos visuais
estiver maior sua sensação de unificação.
· Fechamento, aonde o “fechamento
sensorial da forma” é um autoengano que o nosso cérebro produz, fazendo com que
aja continuidade da estrutura de imagens que não existem.
· Continuidade, que se caracteriza
pela fluididade de uma estrutura, onde todos os elementos estarão em uma
harmonia constante, podendo ser feita através de formas, cores e texturas para
que o cérebro decifre o código visual.
· Proximidade, caracterizada por
formas iguais, próximas umas às outras, formando um conceito do todo.
· Semelhança, que se dá pela harmonia e
equilíbrio visual, se agrupando quando percebem que tem semelhanças visuais e
elementos parecidos.
· Pregnância da Forma, quando há o
melhor contraste da estrutura para facilitar o cérebro de perceber sua
composição visual num todo.
MÉTODO
A metodologia de coleta de dados pode ser definida como uma pesquisa qualitativa, considerada como pesquisa exploratória. O levantamento bibliográfico compreende a leitura de revistas, sites como SciELO, teses de mestrado, doutorado e congressos. Segundo MACEDO (1995, p.13), busca-se informações bibliográficas que se relacionam com o problema de pesquisa, tais como livros, verbetes de enciclopédia, artigos de revistas, trabalhos de congressos, teses, doutorados, entre outros.
Define-se pesquisa exploratória: “Têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a tomá-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições. Seu planejamento é, portanto, bastante flexível, de modo que possibilite a consideração dos mais variados aspectos relativos ao fato estudado.” (SELLTIZ et al., 1967, p.63).
Define-se qualitativa: “As principais características dos métodos qualitativos são a imersão do pesquisador no contexto e a perspectiva interpretativa de condução da pesquisa.” (Kaplan & Duchon,1988). “Na pesquisa qualitativa, o pesquisador é um interpretador da realidade.” (Bradley, 1993).
Define-se
pesquisa bibliográfica: “A pesquisa bibliográfica é feita a partir do
levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios
escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites.
Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que
permite ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto.” (FONSECA,
2002, p. 32).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Essa pesquisa se propôs,
como objetivo geral, buscar conhecimento sobre a Gestalt e seus respectivos
influenciadores, mostrando-lhes uma parcela do que foi a vida e a trajetória
acadêmica dos pesquisadores e seus respectivos trabalhos acadêmicos ao longo de
suas vidas. Nominando também o significado da Gestalt para cada pesquisador,
assim mostrando para o leitor as varias faces e formas que os pesquisadores
viam e trabalhavam a Gestalt. Também enfatizando o conhecimento prévio sobre a
teoria e os teóricos da linha de pesquisa apresentadas nesse trabalho acadêmico.
REFERENCIAS
BENSON, N; WEEKS, M; COLLIN, C; GRAND,
V; LAZYAN, M; GINSBURG, J.O Livro da Psicologia. São Paulo: Globo Editora,
2012.
BOCK, A. M. Psicologias. Uma introdução
ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva, 2004.
CURVELLO, F; FERREIRA, A. A. L. O
Trabalho Antropológico de Max Wertheimer e a Psicologia da Gestalt. Psicologia
em Pesquisa. UFJF 8(1) 77-84. Janeiro-Junho, 2014.
ENGELMANN, A. A Psicologia da Gestalt e
a Ciência Empírica Contemporânea. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Jan-Abr 2002,
Vol. 18 n. 1, pp. 001-016.
FILHO, J. G. Gestalt do Objeto: Sistema
de leitura visual da forma. São Paulo: Escrituras, 2009.
GERHARDT, T. E., SILVEIRA, D. T. ;
coordenado pela Universidade Aberta do Brasil – UAB/UFRGS e pelo Curso de
Graduação Tecnológica – Planejamento e Gestão para o Desenvolvimento Rural da
SEAD/UFRGS. – Métodos de pesquisa. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009.
GIL, A. C. (1946). Como elaborar
projetos de pesquisa. 4. Ed. São Paulo: Atlas, 2002
HOUAISS, A., VILLAR, F.M. E FRANCO, M.
Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
JACÓ-VILELA, A. M; FERREIRA, A. A L;
PORTUGAL, F. T. História da Psicologia. Rumos e Percursos. Nau Editora: Rio de
Janeiro, 2014.
KING, D.B. WERTHEIMER, M. Max Wertheimer
& Gestalt Theory. New Jersey: Transaction Publishers, 2009. Disponível em:
<https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=44JwxvHnL40C&oi=fnd&pg=PR7&dq=max+wertheimer+gestalt&ots=p1IVn8q6SS&sig=t2l2et8Uait--aKYZfhutZWv5q0#v=onepage&q=max%20wertheimer%20gestalt&f=false>
Acesso em: 13 de setembro de 2018.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva
Maria. Técnicas de Pesquisa, 7. Ed. São Paulo: Editora Atlas S.A., 2008.
MYERS, D G. Psicologia. 7ª edição. LTC:
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PERES, S. P. A Fenomenologia de Köhler e
o conceito de experiência direta. Rev. abordagem gestalt., Goiânia ,
v. 20, n. 2, p. 171-180, dez.
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PIAGET, J. Psicologia da Inteligência.
Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1958.
RICHARD, M. As Correntes da Psicologia.
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ROLLINGER, Robin andIerna, Carlo,
"Christian von Ehrenfels", The Stanford EncyclopediaofPhilosophy
(Winter 2016 Edition), Edward N. Zalta (ed.), Disponível em
<https://plato.stanford.edu/archives/win2016/entries/ehrenfels/> Acesso
em: 16 de Setembro de 2018.
Autores: Caroline
Flores ZaninElvis
Duarte de OliveiraHelena
Palavro BassoJosielle
Roggia BarcellosMarina
LagunasMichele
Graff
PSICOLOGIA NO SUAS
As Deficiências da Formação do Psicólogo para Atuação no SUAS
Palavras-chave: SUAS. Graduação. Atuação do Psicólogo.
INTRODUÇÃO:
Tem-se como objetivo compreender qual o lugar do profissional da psicologia no Sistema Único de Assistência Social – SUAS. Além de identificar as dificuldades do psicólogo nesta área, geradas pelo despreparo na graduação que ainda foca muito no individual e pouco no social. Diante do que se observa acerca deste tema, podemos nos questionar: Porque as graduações ainda são maioritariamente voltadas para o campo clínico, mesmo sendo a política pública um dos maiores campos de trabalho para o profissional da psicologia na atualidade? O psicólogo tem dificuldades em identificar seu papel no SUAS, podendo se sentir inseguro para atuar na área.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:
De acordo com Senra e
Guzzo (2012), historicamente a psicologia se focou no individual,
distanciando-se das questões sociais. Freud (1921) coloca que toda psicologia
individual é uma psicologia social. Isso, ao mesmo tempo expõe a tendência de individualização
da psicologia e ressalta a importância de compreender o meio social em que o
indivíduo está inserido. A psicologia foi construída como uma prática
clinicalista e elitista, sendo a atuação do psicólogo junto às políticas
públicas muito recente. A entrada no campo social força o profissional a
reaprender e repensar a psicologia.
Silva e Corgozinho (2011) ressaltam a falta de referências que respaldem
a atuação profissional do psicólogo no campo da assistência social, tendo ainda
uma formação clássica. É necessário o resgate de valores como ética e
solidariedade e dos direitos humanos fundamentais em busca da melhoria da
qualidade de vida. Vários
autores concordam que essa tendência individualizadora descarta o papel das
questões sociais e políticas, podendo levar a culpabilização do sujeito
(Pereira; Guareschi, 2016; Senra; Guzzo, 2012; Ribeiro; Guzzo, 2014). Os mesmos
autores colocam que os princípios históricos da psicologia trazem uma prática
conservadora e superficial diante da realidade social da população atendida
pela política pública de assistência social. Ainda há a predominância da
reprodução do atendimento clínico na atuação do psicólogo social. Isso reflete
o elitismo histórico da profissão, que deve ser superado.
Ribeiro e Guzzo (2014) apontam os problemas na identidade profissional
dos psicólogos que trabalham no SUAS. Muitas vezes os profissionais só se
identificam como psicólogos quando realizam atendimento individual. A formação
e a prática profissional ainda são marcadas pelas práticas hegemônicas da
psicologia, como o atendimento individual e as interpretações subjetivas dos
problemas trazidos pelos usuários. Ressalta-se que o psicólogo não deve
realizar psicoterapia no CRAS/CREAS.
Senra e Guzzo (2012)
apontam que a escassez de recursos e mercado da psicologia tradicional faz com
que os profissionais migrem para outras áreas, atendendo maior parcela da
população. Ainda assim há insuficiência técnico-teórica e falta de pesquisas
para melhor atuação no campo social. Macedo et. al. (2011) coloca que a
assistência social é uma área mais recente de atuação dos psicólogos, sendo um
campo mais carente de estudos, investigações e publicações quanto a atuação e a
formação do profissional. Os
psicólogos vem tentando construir uma nova relação da psicologia com a
sociedade brasileira, havendo um maior envolvimento da psicologia com as lutas
sociais.
Oliveira et. al. (2011) reforça
a responsabilidade do psicólogo que, junto com o usuário do SUAS, realizar
ações que possibilitem emancipação, autonomia e liberdade para gerir a própria
vida, tendo segurança para desenvolver as habilidades do sujeito, que poderá
assim construir um projeto de vida. De acordo com o CREPOP (2008), cabe ao psicólogo que atua no SUAS
fortalecer os vínculos sócio afetivos do indivíduo. Assim promovendo a
independência, autonomia e perspectiva de cidadania do usuário. Com isso
favorecendo a emancipação social, diminuindo o sofrimento e evitando a
cronificação dos quadros de vulnerabilidade. O que tem por objetivo oportunizar
o empoderamento do sujeito e da comunidade de sua realidade. “A atuação do
psicólogo, como trabalhador da Assistência Social, tem como finalidade básica o
fortalecimento dos usuários como sujeitos de direitos e o fortalecimento das
políticas públicas” (p. 22). O documento ainda ressalta que a psicologia deve
estar comprometida com a transformação social, observando as necessidades,
potencialidades, experiências e objetivos dos sujeitos. Assim utilizando e
produzindo conhecimento psicológico a favor da justiça, desenvolvimento e
equidade social, compreendendo as demandas e condições sociais, históricas,
políticas e culturais a partir dos conhecimentos da comunidade.
MATERIAIS E
MÉTODOS:
No presente estudo foi realizada uma pesquisa bibliográfica de caráter
exploratório e descritivo, acerca da atuação do profissional da psicologia no SUAS
e das deficiências na formação acadêmica deste. Utilizou-se como base o
documento CREPOP, construído e publicado pelo Conselho Federal de Psicologia
(CFP) no ano de 2008. O CREPOP trata-se de um manual sobre as referências
técnicas para atuação do psicólogo no SUAS. Além deste, foram utilizados outros
sete artigos acadêmicos, publicados dentro dos últimos dez anos, relacionados
ao tema proposto. A pesquisa dos artigos foi feita a partir dos descritores
“Psicologia”, “SUAS” e “Assistência Social” em diversas plataformas de
publicação cientifica como Scielo, Google Acadêmico e Redalyc. Os artigos foram
escolhidos por conveniência, após a leitura de seus resumos.
RESULTADOS E DISCUSSÕES:
A inserção profissional no campo da
assistência social demanda uma formação teórica, técnica e política para atuar
de forma adequada no contexto. O desafio do psicólogo no SUAS é desenvolver
conhecimentos e práticas que promovam a mudança dentro de uma sociedade que
favorece ações de manutenção, assim, é preciso a conscientização do
profissional de psicologia desde a sua graduação. A inserção do psicólogo nesse
contexto ainda está em construção e abre a possibilidade de trabalhar o
fortalecimento e conscientização das pessoas para reivindicarem seus direitos
(Ribeiro e Guzzo, 2014). Uma das dificuldades do psicólogo em sua prática é uma
“formação pouco embasada na realidade de atuação da psicologia social” (Senra e
Guzzo, 2012, p. 295). Há muitas dúvidas quanto às especificidades da atuação do
psicólogo no campo da Assistência Social. É difícil a insegurança de uma
prática que se constrói em si, sem a garantia de um aporte teórico como
subsistência, como ocorre na clínica, que mesmo assim é imprevisível.
De acordo com Pereira e Guareschi (2016)
faz parte das funções do psicólogo do SUAS trabalhar a autonomia do sujeito
como integrante da sociedade; garantir e auxiliar o acesso aos seus direitos,
valorizar e auxiliar na construção da subjetividade do indivíduo, sendo esse,
autor e ator do processo de mudança. Macedo et. al. (2011) expressa que faz-se
necessário desconstruir o fazer do psicólogo que individualiza, patologiza e
moraliza as questões sociais. Isso pode acarretar a culpabilização o indivíduo
por sua situação social. Cabe ao profissional desenvolver novas habilidades e
competências na profissão a fim de construir este novo olhar.
Não basta apenas deslocar práticas e
moldes teóricos de outros contextos de atuação do psicólogo para os espaços
comunitários. É necessário retomar o projeto da profissão, com criticidade
consciente acerca dos diferentes elementos da formação e do exercício
profissional. O protagonismo do psicólogo na construção de uma nova psicologia
exige posicionamento crítico constante acerca de sua própria formação e atuação
e também sobre a realidade social, econômica, cultural, histórica e política
dos sujeitos. Assim poderá o psicólogo utilizar sua profissão como ferramenta
de mudança social, a partir de uma nova perspectiva de inovação da prática
profissional, atuando com compreensão e intervenção além do indivíduo, de forma
mais integral, fazendo parte da luta contra os problemas de desigualdade social
(Ribeiro; Guzzo, 2014).
Ribeiro e Guzzo (2014) ainda apontam que a
graduação nem sempre fornece referências teóricas e técnicas adequadas para
atender as demandas da população, apresentando grandes problemas na formação e
construção do conhecimento. A graduação tem visível carência na formação dos
psicólogos para inserção no SUAS, tornando necessário reinventar e repensar a
psicologia, construindo novas práticas no cotidiano. Há um grande abismo entre
o saber acadêmico e a realidade da atuação profissional. O conhecimento deve
ser produzido a partir da realidade, visando uma prática com intuito de
transformação. Segundo Morais et. al. (2017) é importante apontar a influência
dos cursos de graduação em psicologia, que apresentam currículos engessados,
voltados a formação clínica individualizada na qual é quase inexistente a
inclusão de temas que permitem a discussão sobre os problemas sociais e as
políticas públicas, sendo a formação um desafio quanto à preparação do
psicólogo para atuar no SUAS.
CONCLUSÃO:
Com base no presente estudo, pode-se
apontar que ainda há um longo caminho para a efetiva construção do lugar do
psicólogo no campo social. É de grande importância a presença do psicólogo no
SUAS, entretanto este, muitas vezes pode sentir-se deslocado, não reconhecendo
seu lugar de atuação. O psicólogo e o assistente social, em tese desempenham as
mesmas funções, entretanto o olhar do psicólogo é outro. Este enfatiza o valor
da fala do sujeito, a subjetividade e o empoderamento do mesmo dentro de sua
realidade. A atuação do psicólogo no SUAS requer estudo continuo e conhecimento
técnico. O profissional precisa atualizar-se constantemente e estar
familiarizado com os documentos e manuais. Há uma falta de preparação
técnico-teórica do profissional da psicologia para a atuação no SUAS, ressalta-se
que grande parte disso se deve a graduação. Na formação há grande ênfase na
parte clínica e individualizada do sujeito, o que expõem o elitismo histórico
da profissão.
Coloca-se a necessidade do deslocamento
dos psicólogos pelas fronteiras da sua profissão, elaborando alterações na sua
prática e reconhecendo a diversidade da psicologia. Por muito tempo os
psicólogos tiveram um alcance restrito na sua atuação, não chegando a muitos
locais e pessoas que careciam desta escuta. Há ainda grande desconhecimento e
distorção da realidade, ressalta-se a desarticulação que existe entre a
formação e o que é exigido no exercício profissional. Aponta-se também que para oferecer novas intervenções,
precisa-se conhecer mais esse campo através de estágios, extensão, pesquisas,
arriscando a produção de novos conhecimentos e intervenções e de novas
metodologias.
Para compreender melhor o trabalho do psicólogo no SUAS acesse o canal no Youtube SUAS CONVERSAS
Ouça o PODCAST SUAS CONVERSAS
Acesse o Blog SUAS CONVERSAS
Conheça o trabalho da ANA PINCOLINI
REFERÊNCIAS:
CREPOP. CFP. Referências Técnicas para Atuação do/a Psicólogo/a no
CRAS/SUAS. Brasília, Junho de 2008. Disponível em: <https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2007/08/cartilha_crepop_cras_suas.pdf> Acesso em: 14 de Abril de 2019.
FREUD, S. (1921) Psicologia das Massas e Analise do Eu. L&PMPocket,
Porto Alegre, 2016.
MACEDO, J. P; SOUSA, A. P; CARVALHO, D. M; MAFGALHÃES, M, A; SOUSA, F.
M. S; DIMENSTEIN, M. O Psicólogo
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SILVA, J. V; CORGOZINHO, J. Atuação do Psicólogo, SUAS/CRAS e Psicologia
Social Comunitária: Possíveis Articulações. Psicologia & Sociedade, vol.
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domingo, 28 de fevereiro de 2021
BRASIL X CUBA - Sistemas de Saúde Comparados
A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.(Artigo 196 - Constituição da República Federativa do Brasil)
INTRODUÇÃO:
Cada sistema de saúde é diferente do
outro por estar inserido em diferentes contextos políticos, econômicos,
culturais e sociais, com diferentes técnicas, em diversos momentos históricos e
sofrendo influência de grupos de interesse e valores sociais. O Sistema de
saúde é um conjunto de entidades responsáveis por intervenções sociais que tem
como principal finalidade a saúde (Santos e Melo, 2018). Ainda conforme os
autores, as políticas públicas de saúde se baseiam em um conjunto de decisões
as quais contribuem para as tomadas de decisões junto à legislação e
administração pública, sendo que essas decisões são tomadas por meio de
estratégias e regras. Assim, as políticas de saúde são necessárias, pois é
através delas que a vida cotidiana pode ser afetada, incluindo comportamentos e
ações que ajudam na melhoria do estado de saúde. Cabe apontar que todo sistema
possui seus defeitos. Em Cuba a saúde não se baseia no lucro, no entanto, há
quem aponte um contraste de profissionais altamente qualificados com uma falta
de recursos básicos recorrente.
FUNDAMENTAÇÃO
TEÓRICA: De acordo
com Morais e Santos (2015) tanto o sistema de saúde Cubano quanto o Brasileiro
foram estruturados partindo das questões sanitárias, envoltas em movimentos
sociais e políticos. No caso de Cuba, foi a partir da Revolução Cubana de 1959
que se deu esta importância para o assunto. Assim como no Brasil, o sistema de
saúde é único e totalmente público. É assegurado pela Lei Constitucional como
direito do cidadão e dever do Estado (Santos e Melo, 2018). A saúde em Cuba tem
como prioridade a prevenção, a medicina comunitária e é utilizada como porta de
entrada e eixo norteador do sistema a atenção primária, sendo representada
pelos médicos de família. O Ministério de Saúde Pública da República Cubana –
MINSAP foi criado em 1960 e é responsável por dirigir o sistema de saúde Cubano
e por manter o caráter social e estatal da medicina. É o equivalente ao
Ministério da Saúde e ao SUS no Brasil. Seus princípios também são parecidos
aos princípios do SUS, tais como: universalidade, acessibilidade ou
descentralização/regionalização, integralidade, gratuidade, participação
comunitária e equidade. Atuam também na vigilância epidemiológica e na produção
e fornecimento de fármacos e equipamentos para a área (Morais e Santos, 2015).
Os autores mostram que Cuba tem quatro níveis de atenção à saúde, sendo eles: O
primário que se destaca pela ampla cobertura e baixa complexidade, com foco nas
equipes de Saúde Básica e no Programa Médico de família. O nível secundário se
destaca por uma menor cobertura e maior complexidade, sendo a partir da
incapacidade de o nível primário resolver o problema. E nos níveis terciário e
quaternário se destacam pela cobertura mínima e a alta complexidade, ou seja,
no terceiro se diagnostica e trata, e no quarto são prestados os cuidados mais
intensivos. Os mesmos autores ainda apontam que o governo Cubano faz um grande
investimento em saúde: 93% de seus gastos são com saúde, utilizando 8,8% de seu
PIB, enquanto no Brasil a participação do governo é inferior a 50% dos gastos.
O que pode ser mostrado nos dados é de que Cuba foi reconhecida pela OMS em
2015 por eliminar a transmissão de sífilis e HIV, por exemplo (Alves et. al.,
2017). A história da saúde Cubana é mais antiga que a Brasileira e apresenta
boas práticas no campo da imunização. O País tem uma expectativa de vida de 79
anos, um IDH de 0,815, além de outros indicadores bem positivos, o que faz com
que Cuba tenha índices de saúde comparado a países de primeiro mundo. Após a
Revolução de 1959, foi também implementado os programas Universal de Vacinação
e de Redução da Mortalidade Infantil, o que em conjunto com uma melhoria de
distribuição alimentar atingiu resultados importantes nos indicadores de saúde
e na erradicação de diversas doenças contagiosas como a poliomielite e a
rubéola. Já a mortalidade infantil que era de 37,3% em 1960 caiu para 4,5% em
2010 Tal qualidade em saúde se apresenta
também na educação. Santos e Melo (2018) apontam que o ensino superior é de
direito público e dever do Estado, onde a faculdade de Medicina está vinculada
ao Ministério de Saúde Pública da República Cubana. As universidades de
medicina Cubana já graduaram mais de 39 mil médicos de 121 países, o que torna Cuba o País com a
maior quantidade de médicos per capita, representando, em 2015, “um médico a
cada 130 habitantes, tendo ainda um dentista para cada 671 habitantes e uma
enfermeira para cada 123 habitantes” (Alves et. al., 2017; p.2228). O sistema
Cubano possui uma concepção internacionalista e solidária, representado pelo
envio de médicos a Países que possuem escassez desse profissional e para
regiões de difícil acesso à saúde. Brasil e Cuba possuem acordos de cooperação
desde 1990, quando Cuba, por meio da Assistência Técnica Compensada, enviou
médicos Cubanos para prestarem serviços em estados brasileiros possuidores de
carências destes profissionais (Alves et. al., 2017). Está prática proporcionou
a elaboração do Programa Mais Médicos, viabilizado oficialmente em 2013, este
programa disponibilizava médicos Cubanos para a atuação profissional em
território Brasileiro, dando ênfase na Atenção Básica e em localidades com
maior necessidade deste profissional. Contudo, nos últimos anos o programa
sofreu abalos quando, em novembro de 2018, o acordo entre Brasil e Cuba foi
desfeito, devido a impasses políticos.
RESULTADOS E DISCUSSÕES:
Cuba é reconhecida por desenvolver
estratégias de promoção da saúde e de atenção primária. Uma política sanitária
eficiente reflete em determinantes e condicionantes do processo de saúde e
doença (Morais e Santos, 2015). Não existe participação privada na medicina
Cubana, sendo a saúde garantida como responsabilidade do Estado, totalmente
pública, de acordo com o artigo 50 da Constituição da República Cubana de 1976.
Os fármacos também tem preço fixado pelo Estado e são distribuídos nas redes de
farmácia em todo o país, para que cheguem a todos que necessitam, garantindo a
acessibilidade e a integralidade. “A garantia de atendimento integral, em todos
os níveis de atenção, é assegurada nos princípios constitucionais dos sistemas
do Brasil e de Cuba” (Santos e Melo, 2018; p. 94). Segundo os mesmos autores,
enquanto no Brasil há os Agentes Comunitários de Saúde, em Cuba são os Médicos
da Família que fazem este mesmo papel. Também percebe-se a mesma equivalência
entre os Núcleos de Apoio a Saúde da Família no Brasil e os Grupos Básicos de
Trabalho em Cuba, o que representa a importância da territorialidade. São
sistemas parecidos, mas que atendem populações diferentes, o SUS brasileiro
atende cerca de dez vezes mais usuários do que o Sistema Nacional de Saúde
Cubano (Morais e Santos, 2015). Devido à grande demanda ainda existente de
médicos, o congresso Brasileiro aprovou a reintegração de médicos Cubanos no
final de 2019. Notícias de março de 2020 apontam que cerca de dois mil
profissionais Cubanos permanecem no Brasil e aguardam convocação,
principalmente devido à crise de saúde atual causada pelo COVID-19
(coronavírus).
CONCLUSÃO:
Percebe-se um forte viés político
“anticomunista” no que diz respeito à percepção dos outros países acerca de
Cuba, o que afeta negativamente o Programa Mais Médicos, que é tão importante.
Há muitos médicos cubanos pelo mundo auxiliando as populações que mais
precisam. Aponta-se que todo sistema de saúde possui falhas e ressalta-se o
importante esforço cubano na formação de pessoas, podendo assim suplementar a
falta de materiais e equipamentos. Também observa-se a desigualdade social
presente na saúde, presente na percepção do povo cubano a partir do seu sistema
de saúde e político.
ALVES, S. M. C; OLIVEIRA, F. P;
MATOS, M. F. M; SANTOS, L.M.P; DELDUQUE, M. C. Cooperação internacional e escassez de médicos: análise da interação
entre Brasil, Angola e Cuba. Ciência & Saúde Coletiva, 22(7):2223-2235,
2017. DOI: 10.1590/1413-81232017227.03512017. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232017002702223&script=sci_abstract&tlng=pt>
Acesso em 04 de abril de 2020.
MORAIS, J. R. M; SANTOS, M. L. W. D.
Brasil e Cuba: Sistemas de Saúde Sob a
Análise Comparada. Economia e Políticas Públicas, v. 3, n. 1/2015. p.
31-51. Disponível em: <https://www.academia.edu/20295464/Brasil_e_Cuba_sistemas_de_sa%C3%BAde_sob_a_an%C3%A1lise_comparada> Acesso em: 31 de março de 2020.
SANTOS, C. S; MELO, W. Estudo de Saúde Comparada: Os Modelos de Atenção Primária em Saúde no Brasil, Canadá e Cuba. Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia, 11(1), 2018, 79-98. DOI: http://dx.doi.org/10.36298/gerais2019110107. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-82202018000100007> Acesso em: 31 de março de 2020.
●
O QUE É SISTEMA DE SAÚDE?
Os Sistemas de saúde são entendidos como
estruturas públicas e privadas de atenção à saúde (LOBATO; GIOVANELLA, 2008, p. 94),
ou como “[...] uma combinação de quatro componentes fundamentais:
recursos, organização, financiamento e gestão” (ROEMER, 1989, apud CONILL,
2006, p. 566).
Para a Organização Mundial da Saúde
(OMS), um sistema de saúde pode ser entendido como um conjunto de entidades
responsáveis por intervenções na sociedade que têm a saúde como principal
finalidade. Por se situarem num dado contexto político, econômico e técnico, e
num determinado momento histórico, a definição, os limites e os objetivos dos
sistemas de saúde nacionais são característicos de cada país. Todo sistema de
saúde constitui-se em meio às forças políticas e às influências dos diversos
grupos de interesse, refletindo valores sociais que são expressos nos limites
jurídicos e institucionais das suas políticas (Opas, 2007).
●
SISTEMAS DE SAÚDE:
BRASIL X CUBA
Ambos foram estruturados a partir da
preocupação com as questões sanitárias que emergiram de movimentos sociais e políticos1. Esses movimentos inseriram nas respectivas agendas a necessidade da estruturação de sistemas de saúde públicos, universais, gratuitos, equânimes, descentralizados e estruturados em níveis de atenção, onde a saúde é percebida como um direito dos cidadãos e dever do Estado. (Morais e Santos, 2015).
●
SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE
(SNS) DE CUBA - MINSAP
O MINSAP é responsável por dirigir o sistema de
saúde cubano e por manter o caráter social e estatal da medicina. Ele garante a acessibilidade, a gratuidade, a participação comunitária, a intersetorialidade, o controle e a vigilância epidemiológica e dos produtos e substâncias, as investigações biomédicas, a produção, a exportação e a importação de fármacos e equipamentos médicos (MADUREIRA, 2010).
Além de dirigir o sistema de saúde, o MINSAP
operacionaliza as ações de saúde pública a partir da concepção de uma obrigatoriedade social, de modo que
a rede gerencial da saúde se configure como um arranjo institucional capaz de mobilizar os atores sociais e os profissionais a desenvolverem suas funções sob aquela concepção. Para isso, são considerados como princípios norteadores do sistema de saúde: universalidade; gratuidade; acessibilidade; continuidade; responsabilidade; integralidade da atenção (LÓPEZ PUIG et al, 2011, p. 2)
Princípios do SNS (Santos e Melo, 2018):
Universalidade
Acessibilidade ou descentralização/regionalização
Integralidade
Gratuidade
●
CARACTERISTICAS
PRINCIPAIS DO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE (SNS) DE CUBA:
CARÁTER ESTATAL E SOCIAL DA MEDICINA: os serviços de saúde constituem um direito de todos os cidadãos e estão organizados em um único sistema, sob a responsabilidade do Estado, e regido por um conjunto de disposições jurídicas.
ORIENTAÇÃO PROFILÁTICA: a prestação dos serviços está voltada para a intervenção sobre os fatores determinantes da saúde coletiva, abrangendo desde melhorias sanitárias até a identificação de fatores de risco em pessoas vulneráveis, a fim de se oferecer proteção individual.
ACESSIBILIDADE E GRATUIDADE GERAL: os serviços de saúde devem ser acessíveis geograficamente e oferecidos de forma gratuita a toda a população.
INTEGRALIDADE E DESENVOLVIMENTO PLANEJADO: os serviços de saúde são de caráter integral, devem ter alta qualificação e cobrir toda a população de maneira equitativa. O planejamento em saúde é um processo único e centralizado, visando ao desenvolvimento igualitário da prestação de serviços em todo o país, com ênfase nas províncias mais atrasadas em relação à capital.
UNIDADE ENTRE CIÊNCIA, DOCÊNCIA E PRÁTICAS MÉDICAS: o ensino superior em Medicina está subordinado ao Ministério de Saúde Pública (Minsap), que assume a responsabilidade pela formação e educação continuada dos profissionais de níveis técnico e superior. Partindo da premissa de se combinar o ensino e a atuação profissional, os estudantes se desenvolvem por meio do trabalho direto nas unidades de saúde, sob a supervisão dos docentes que também atuam nas unidades. Entre as demandas do trabalho docente dos profissionais nas unidades de saúde, as atividades de pesquisa também são privilegiadas.
PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO: os serviços de saúde devem ser desenvolvidos com a participação ativa da comunidade organizada, que tem papel importante no acesso à informação e no controle das atividades.
INTERNACIONALISMO: este princípio se efetiva de duas formas:
(i) por meio da graduação em Medicina de estudantes estrangeiros que vão para Cuba e (ii) pelo envio de
profissionais cubanos para outros países a fim de prestar serviços de
assistência médica (como o ocorrido recentemente, no Brasil, por meio do Programa Mais Médicos, instituído pela Lei
nº 12.871/13).
●
SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE
(SNS) CUBANO E SEUS QUATRO NIVEIS DE ATENÇÃO À SAÚDE:
PRIMÁRIO: No nível primário, destaca-se a ampla cobertura e a baixa complexidade dos serviços de saúde, centrados nas Equipes de Saúde Básica e no Programa Médico de Família.
SECUNDÁRIO: Para o nível secundário, dá-se uma menor cobertura e maior complexidade dos serviços de saúde, a partir da insuficiência do nível primário em resolver o problema de saúde.
TERCIÁRIO e QUATERNÁRIO: Já nos níveis terciário e quaternário, as características são cobertura mínima e alta complexidade, a partir da necessidade de internação do usuário. No terceiro nível, destacam-se as internações por diagnóstico e tratamento, enquanto que, no quarto nível, são prestados os cuidados intensivos (MADUREIRA, 2010, p. 14-16).
O sistema Cubano tem uma concepção internacionalista e solidária, que pode ser representada pelo envio de médicos a países que tem escassez do profissional e a regiões de difícil acesso a saúde.
Esse aspecto pode ser observado pelo Programa Mais Médicos, viabilizado oficialmente em 2013, que manda médicos para atuação em território brasileiro na Atenção Básica em localidades com maior vulnerabilidade e necessidade.
Mas é desde 1990 que Brasil e Cuba tem uma cooperação, quando Cuba, por meio da Assistência Técnica Compensada, enviou médicos cubanos para prestar serviços em estados brasileiros que apresentavam maior carência de médicos.
Nos últimos anos o programa sofreu abalos, quando em novembro de 2018 o acordo em Brasil e Cuba foi desfeito devido a impasses políticos. Onde o Brasil reintegraria profissionais nacionais no lugar dos médicos cubanos, entretanto no final de 2019 o congresso brasileiro aprovou a reintegração de médicos cubanos. Notícias de março desse ano apontam que cerca de dois mil profissionais cubanos permanecem no Brasil e aguardam convocação, principalmente devido à crise de saúde atual causada coronavírus.
A gente vê um viés político muito forte - “anticomunista” no que diz respeito a percepção dos outros países acerca de Cuba, o que afeta negativamente o Programa Mais Médicos. Cabe apontar aqui que todos somos seres políticos e isso não significa ser partidário. Há muitos médicos cubanos pelo mundo auxiliando as populações que mais precisam.
Cuba tem um índice
de saúde comparado a países de primeiro mundo. O que se reflete também na educação.
Em Cuba, a educação
superior é dever do Estado e direito Público, tendo correlação com o mundo do
trabalho.
O ensino superior de
Medicina em Cuba está vinculado ao MINSAP. (o Ministério de Saúde Pública)
A medicina cubana
traz um foco na produção de ensino e pesquisa, tendo bons níveis de educação.
Dados de 2017 mostram
que as universidades de medicina cubana já graduaram mais de 39 mil médicos de
121 países. O que representa em Cuba a maior quantidade de médicos per capta,
representando em 2015 “um médico a cada 130 habitantes, tendo ainda um dentista
para cada 671 habitantes e uma enfermeira para cada 123 habitantes”
Há dificuldades em
conseguir informações sobre cuba e também de verificar sobre sua veracidade e
praticidade. Isso se dá devido ao sistema político do país que está em processo
de abertura gradual, onde os valores são definidos pelo governo e por vezes na
via da repressão. Quem aprecia ao sistema político, vai elogiar, que discorda,
vai criticar. Ouve-se brasileiros falando maravilhas do sistema de saúde
cubano, estado unidenses fazendo piada e cubanos chamando de mito ou mentira o
que é divulgado.
Tem um vídeo, onde
uma Cubana é entrevistada no programa Roda Viva, se chama Yoani Sánchez. Ela
expõe como é a percepção dos cubanos sobre seu sistema de saúde e educação, e
ressalta que todo o sistema de saúde tem problemas. A Yoani fala que: “Nos
hospitais estão profissionais bem qualificados, mas você se depara com
situações contraditórias, como ir a um hospital com sistema de tomografia
computadorizada, mas não ter um termômetro. Onde atua o melhor médico cirurgião
da América Latina, mas não tem uma aspirina. São os contrastes da saúde em
Cuba”.
Tem também o
documentário “SICKO – SOS Saúde” do americano Michael Moore, indicado ao Oscar
em 2007.
O vídeo expõe mais
sobre a saúde nos Estados Unidos, mas em sua parte final, fala muito sobre a
saúde cubana. Recomendo o documentário, é bem espirituoso e fala sobre a saúde pública
em vários outros países, como França e Inglaterra. Está disponível no YouTube,
dublado e legendado, basta pesquisar pelo seu título.
Um trecho específico
que se passa em Cuba mostra os americanos voluntários do 11 de setembro, indo
para Cuba em sua jornada em busca de tratamento médico e saúde, muitos deles
com doenças respiratórias. No trecho vemos a diferença de valores dos
medicamentos, um inalador que nos Estados Unidos custa 120 dólares, em Cuba
custa 3 com 20 pesos, o equivalente a 5 centavos de dólar americano (no ano de
gravação do documentário). Isso mostra um defeito dos Estados Unidos e uma
qualidade de cuba, mas devemos levar em conta todo o contexto econômico, 3,20
pesos também pode ser muito dinheiro para um cubano. Não temos o nome do
medicamento para comparar em reais, mas imaginando que se tratasse de algo
similar a uma bombinha para asma, no Brasil custa em média de 20 reais a 120
reais, se alguém utiliza e tem o preço certo pode me corrigir.











